quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

John, Paul, George e Ringo hoje na Savassi!

Hoje, a Savassi vira Liverpool por algumas horas e Belo Horizonte vira a capital da Beatlemania por uma semana. Trata-se da Beatleweek, festival de shows, apresentações e exposições em homenagem ao fabulosíssimo quarteto.

E é sobre “exposições” mesmo que este post quer falar. O beatlemaníaco, artista plástico e designer gráfico Camilo Lucas, conhecido pela sua publicação intitulada Jararaca Alegre, que circula desde 1975 e pela campanha “Paul, vem falar Uai”, inaugura hoje sua série The Beatles in My Life na Urban Arts.

Os quadros foram pintados durante uma batalha pessoal do artista. Enquanto ele se tratava de um câncer, as tintas e telas colocavam mais cor na vida e nos dias dele, que venceu a doença e passa muito bem, obrigado.

Para alguém como ele (e como a gente aqui do na Fila A também), nada melhor que comemorar com seus quadros, uma trilha sonora de primeira na companhia de amigos e admiradores, e é aí que você entra: passa hoje lá na Urban Arts, a partir das 19 horas! Um passeio pelas telas bacanas, um showzinho de rock e um chopp gelado. Irrecusável!


Don’t let us down!



terça-feira, 6 de maio de 2014

Revolver

Conheça o psicodélico álbum no qual os Beatles abriram as portas da percepção e elevaram o rock à categoria de arte

“Paul McCartney, incentivando os Beatles a fazerem pequenos trechos de sons superpostos, inspirados em John Cage e Stockhausen. John Lennon querendo soar como o Dalai Lama no alto do Himalaia ao cantar letras inspiradas na versão do dr. Timothy Leary para “O Livro Tibetano dos Mortos”. O dedo oriental de George Harrison em uma canção sem mudanças de acordes. A bateria frouxa e hipnótica de Ringo Starr, mais tarde ressuscitada por moderninhos como Beck e Chemical Brothers. O produtor George Martin obrigando funcionários dos estúdios Abbey Road a sincronizarem gravadores em colagens aleatórias de som. O técnico Ken Townshend inventando os vocais ADT (Artificial Double Tracking) e o engenheiro de som Geoff Emerick metendo a voz de Lennon numa caixa Leslie dentro de um órgão Hammond. E isso tudo no primeiro dia de gravação do sétimo disco dos Beatles, em 1966, para uma única canção. A música se tornaria ‘Tomorrow Never Knows”.
Assim a revista Bizz abria – brilhantemente - um texto sobre o álbum Revolver, em alguma edição lançada em algum lugar do espaço-tempo localizado no fim dos 90’s. Li na época e até hoje me impressiono com o parágrafo. E, é claro, com o álbum.
Sessões de gravação do álbum em 1966
“Tomorrow Never Knows”, com a utilização de loops e a repetição rítmica da bateria de Ringo, é uma das ancestrais da música eletrônica e fala sobre ácido (“desligue sua mente”, “ouça as cores do seu sonho”, “relaxe e flutue, isso não é a morte”). É considerado o início de uma época de experimentação na música popular que iria explodir na “renascença psicodélica” de 1967, com o surgimento de diversos músicos e grupos de Acid Rock como Janis Joplin, Jefferson Airplane, Jimi Hendrix e Grateful Dead; com o movimento na esquina das ruas Haight e Ashbury; o “Verão do Amor” e festivais como Woodstock. A utopia dos anos 60 iria acabar no final da década, com as mortes de Hendrix, Janis, Brian Jones e Jim Morrison (todos aos 27 anos); com a separação dos Beatles e com todo o caos no show dos Stones em Altamont, onde Hells Angels bêbados desceram porrada em um público  completamente alucinado de LSD, culminando no assassinato de um fã pelos motoqueiros, enquanto os misóginos Stones cantavam sobre estupro, violência e ocultismo.

Foi com Revolver que tudo isso começou. Ozzy Osbourne já disse em entrevistas que o que os Beatles fizeram foi como se alguém pintasse o mundo de uma cor nova, que ainda não existia. Apenas um ano antes, eles estavam gravando a pop e bonitinha “You’re Going to Lose that Girl”. De repente, com Revolver, os Beatles abordavam assuntos como existencialismo, psicodelia, temas infantis, depressão, amor à vida, críticas sociais e todo tipo de metáforas. Escalada de maturidade artística que iria gerar obras-primas como Sgt. Pepper’s, o Álbum Branco e Abbey Road.
Dorgas, mano!!1
As drogas exerciam um papel fundamental na nova fase do grupo. Em 1965, haviam sido apresentados à maconha por Bob Dylan, que achava que o verso “I can’t hide” de “I Want to Hold Your Hand” fosse “I get high”. Até então, só consumiam anfetaminas, hábito que criaram na época em que precisavam tocar até dez horas por noite nos puteiros de Hamburgo, na Alemanha, antes de gravarem o primeiro álbum. As canções dessa época também já refletiam o consumo das substâncias usadas. Da fase de Hamburgo até o álbum do filme homônimo “A Hard Day’s Night”, as músicas seguiam o padrão de “one, two, three, four!”/ estrofe/ refrão/ gritos frenéticos de ‘whoooaaaaaahhhh!!!!’/ solo”. Anfetamina pura, que influenciaria bandas como os Ramones na década de 1970.
A partir de 1965, com o álbum “Help!” e o encontro com Dylan, as canções se tornariam mais introspectivas e com letras mais pessoais: “Hide Your Love Away”, “I’ve Just Seen a Face”, “Yesterday”. O filme e o álbum foram rodados sob uma fumaça permanente de maconha. O violão passou a ser muito usado, com uma pegada folk claramente influenciada por Dylan que, por sua vez, adotaria a guitarra em seus álbuns – sendo vaiado, criticado e chamado de “Judas” por isso.  
"Quem não tem colírio..."

No entanto, seria só em Revolver que o LSD entraria na história. Lennon e Harrison haviam sido aplicados, sem saber, durante uma festa. “Eu recomendo que vocês não saiam daqui agora”, o anfitrião teria dito. Os dois pensaram que ele estava armando uma das famosas orgias que rolavam nos sixties. Pegaram suas esposas e se mandaram. No caminho, sentiram os efeitos enquanto dirigiam para boate londrina Ad Lib, passando o resto da noite doidões. Só foram entender o motivo no dia seguinte.
A partir daí, os dois se tornariam ávidos consumidores de LSD. Ringo também entrou na onda. Somente Paul viu o novo hábito com desconfiança (“Mais essa agora?”), aderindo à droga por último, mas também reconhecendo os efeitos do LSD na criatividade e se tornando um entusiasta do ácido. Lennon, a partir da milésima viagem, desistiu de contar. Só foi diminuir seu apego à guloseima lisérgica quando descobriu seus dois novos amores, já no final da banda: Yoko e a heroína.
Em Revolver, a faixa “Dr. Robert” cantava sobre um médico que aplicava seus pacientes. “Got to Get You Into My Life” é sobre o entusiasmo de Paul com a maconha (“I need you every single day of my life”, coisa que ele levou ao pé da letra durante décadas) e foi inspirada na soul music americana, com o uso de metais. “She Said, She Said” é sobre uma viagem de ácido que Lennon teve com o ator Peter Fonda, sua segunda experiência com LSD. Há um trecho em que ele diz "I know what it's like to be dead", frase que Peter Fonda teria lhe dito após tomar ácido. Na música, George assume o baixo após Paul largar as gravações em decorrência de uma briga com John.

Ressaca

Não havia canções simples e puramente radiofônicas. Todas tinham alguma aura mística, de duplo sentido. “Taxman” abre o disco, com o som da tosse de pulmões cheios de fumaça, seguida do riff. A música é uma crítica aos altos impostos ingleses. No trecho em que cantam "Mr. Wilson" e "Mr. Heath", eles se referiam a Harold Wilson, Primeiro Ministro inglês, e Edward Heath, líder da oposição política no país naquela época. O solo de guitarra fica por conta de Paul. Solo este, que entrou no disco numa versão de trás pra frente.

“Yellow Submarine” e “I’m Only Sleeping” brincavam com efeitos sonoros e arranjos superpostos. “Love You To” é George submerso na cultura hindu com que vinha flertando. Eleanor Rigby”, “Here, There and Everywhere” e “For No One” elevavam Paul ao nível de um Schubert lisérgico, compondo pequenas sinfonias barrocas em vez de simples baladas de amor.
A capa psicodélica do disco foi criada pelo velho amigo Klaus Voorman, um dos ‘exis’ (artistas existencialistas alemães do começo dos anos 60) com quem a banda andava na época barra-pesada na Alemanha. Meses depois do lançamento do álbum, a banda encerrou a primeira fase de sua carreira, ao anunciar que não iria mais tocar ao vivo. Revolver é o grupo no exato momento em que mudavam os parâmetros da cultura no século XX.
A capa feita pelo artista gráfico Klaus Voorman

Após o lançamento do álbum e com o encerramento das apresentações ao vivo, a banda deu uma “sumida”. A mídia alfinetava com matérias como "O que os Beatles estarão fazendo? Curando a ressaca?". Na verdade, eles estavam em estúdio gravando o próximo álbum, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que seria considerado o ponto definitivo onde o rock deixou de ser música para dançar e se tornou música para ouvir. Foram treze canções que, continuando o que começaram em Revolver, agregaram orquestras, instrumentos hindus, gravações ao contrário, sons de animais, hard rock, music hall e jazz. Pepper foi o primeiro álbum conceitual, o precursor do Rock Progressivo e da World Music, e até hoje é considerado o melhor e mais influente álbum da história da música
“Curando a ressaca”, hein? Claro.

·         Felipe Senra, 28, é jornalista e voraz fã de rock n’ roll. Passa a colaborar de vez em quando com o na fila A. Também namora uma das sócias do blog, mas nem é por isso que ele tem espaço ilimitado pra escrever tanta coisa assim.  
 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Hoje tem U-bahn + Indiescreta no Velvet Club (e a gente te ajuda a ir de graça!)

Elas voltaram!

As duas festas marcaram as quintas-feiras do Velvet se juntaram para quebrar tudo hoje! Música boa, hipster meets trash, house music da melhor qualidade e pistas animadas que rendiam coberturas fotográficas memoráveis (geralmente registradas pelo time da Got U!).

Lembrou? Ficou com saudade? Não precisa sofrer porque elas estão de volta!

Quer entrar de graça? Então corre lá na nossa página no facebook e marque um amigo nos comentários da foto da festa. Pra ficar melhor ainda, a Butic Bardot ainda separou uma blusa para dar de presente para a ganhadora/ganhador (que pode dar pra irmã, amiga, namorada, paquera da buaty).

Enfim, corre lá que o sorteio será hoje no final da tarde!




segunda-feira, 31 de março de 2014

Um amor: Compras Online

Do abrir a página de um site de compras online para escolher um sapato até o momento em que a caixa finalmente chega pelo correio. Somos muitas que temos o pequeno vício do e-shopping!

Achamos um site interessante para quem também tem o mesmo hábito! Chama Paraíso Feminino e são "zilhões" de produtos cadastrados. A dica é boa porque tem de tudo mesmo, todos os tipos de sapatos, diferentes categorias de acessórios, maquiagens, roupas, moda praia, enfim... tudo que você quer no seu guarda-roupa.

Agora, inclusive, a Bia Perotti, do Achados da Bia, divulgou que vai assinar uma coluna mensal por lá falando sobre as semanas de moda, tendências, fotos, essas coisas.

A gente curtiu!


quinta-feira, 27 de março de 2014

Diferentão - Steed Lord


Foi na distante Islândia que surgiu o trio musical Steed Lord. 
Eles são aquele tipo de banda que você também escuta com os olhos, sabe? Performances coloridas, coreografias, arte, fotografia e muitas cores compõe apresentações do trio! 

O site oficial está abastecido com informações sobre eles... Desde as redes sociais que possuem (Facebook e Instagram), como o canal no Youtube  o Soundcloud pra você curtir o som.

Se ainda quiser ver mais alguma coisa, clica aqui: www.steedlord.com


sábado, 23 de novembro de 2013

Bazar na Casa Rosa!

Sobre o Coletivo Casa Rosa: 

Um casarão antigo, quase cinematográfico, localizado no bairro Floresta é a sede do Coletivo e também o lar de suas criativas criadoras. 

O Casa Rosa foi concebido através da percepção de uma demanda existente e não atendida aqui em BH, o de um lugar bacana e descolado sem frescurinhas para marcas diversas mostrarem o seu trabalho. É um espaço para compra e venda de produtos e troca de experiências. Além de criar um networking de moda e interação entre amigos e convidados.

"Moda real para pessoas de verdade", eles se definem.


Bazar: 

Quatro marcas vão estar presentes no evento que acontece nos dias 29 e 30 de novembro. Tá aí a oportunidade de fazer compras de presentes legais de Natal, de presentear a si mesma e de conhecer e prestigiar o trabalho de lojas mineiras.

Vale a passada lá!





quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Que Barbie que nada!


A fotógrafa americana, Jaime Moore, fugiu da mesmice, do rosinha e dos esteriótipos de princesa.

Nada de Bonecas nem frufrus!
Em seu trabalho, Jamie buscou referências em cinco grandes mulheres da história para vestir a sua filha Emma.

"Não me levem a mal, eu amo as princesas da Disney, seus vestidos lindos, cabelos perfeitos e vozes charmosas. Mas isso me fez pensar: são apenas personagens, uma fantasia irreal para a maioria das meninas".

Ela então escolheu cinco mulheres reais, incríveis, fortes, que marcaram o mundo e que mudaram nossas vidas e o mundo. "Minha filha filha não nasceu na realeza, mas nasceu em um país onde ela pode votar, ser médica, pilota de avião, astronauta ou mesmo presidente se ela quiser e isso é o que realmente importa. Eu quis que ela soubesse o valor dessas mulheres incríveis que foram contra tudo, e por isso Emma pode ter tudo agora".

Confira esse lindo e criativo trabalho:


Susan B. Anthony, a ativista que foi fundamental para a aprovação do voto feminino nos EUA


Helen Keller. Cega e surda, ela foi a primeira deficiente a conseguir se formar e se tornou uma escritora e filósofa famosa


Amelia Earhart, a primeira mulher a atravessar o oceano atlântico pilotando um avião

Coco Chanel, a estilista que desafiou os padrões de moda e comportamento

Jane Goodall, bióloga, antropóloga e pesquisadora britânica. É considerada a maior especialista do mundo em chimpanzés

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Butic Bardot - Lançamento de Verão

Viagens ao redor do mundo, etinia, nomadismo, exuberância cultural.
Estes são os pontos de partida da coleção Voyage,  primavera/verão da Butic Bardot. O lançamento é no sábado, dia 14, a partir das 11 horas.

A equipe da e.vista vai ficar por conta da trilha sonora com uma disputa de Ipods, leve o seu e participe com a gente!

Até lá!







Direção: Caroline Toledo, Rebeca Xavier e Valleska Calixto
Concepção Criativa: Caroline Toledo
Styling: Marcelo Brasiliense
Fotografia: Henrique Falci
Assistente de fotografia: Denis Campos
Modelo: Melina Zille
Beleza: Marcela Faria – Sá Bonita
Agradecimentos: Casa da Índia

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

James What em BH | 13.09 - Sexta

O Deputamadre Club recebe o dj James What na pista xadrez neste final de semana!

A baladinha passou por reformas nos últimos meses e volta com força total, decoração nova, estrutura de som reforçadíssima e com várias surpresas.

Novidades arquitetônicas a parte, vamos voltar para o que interessa: Festa Blaah com o dj da Crosstown Rebels, um line reforçado e o agito de sempre até o sol nascer!


James What estudou música e engenharia de som no aclamado LCM ( London Centre of Marketing) e no SAE Institute em Londres, onde deu o start na carreira de produtor. Desde 1999, continuamente progredindo e evoluindo como artista, procurou aplicar em suas produções a elegância e experiência conquistadas em suas graduações musicais.

Em 2006, juntou as forças com o produtor e companheiro Dan Berkson e em 2006, despontaram na cena mundial com lançamentos pelos selos Poker Flat, Crosstown Rebels, Murmur e Dessous. Após a elogiada estreia no Sonar no mesmo ano, suas produções tomaram lugar de destaque nas lojas digitais e o live em parceira ou o projeto solo de ambos, caminha em passos largos entre as texturas do techno e a sofisticação da house music londrina.



Para incluir o nome na nossa lista amiga, é só mandar um inbox pra gente clicando aqui: LISTA

❖ Lista amiga:
R$40,00 Masculino
R$20,00 Feminino

obs: Lista válida até 00:00

Vendas Online:
http://bit.ly/jameswhat_sympla


Confirme presença no evento!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Urban Arts - Inaguração em BH

O NaFilaA, que adora arte urbana, está em clima de comemoração com a nova moradora de Belo Horizonte: Uma filial da loja/galeria Urban Arts!

O projeto começou em São Paulo e possui nove filiais pelo país.
E hoje, é a inauguração da UA BH!

A partir das 19 horas, a loja que fica na rua Sergipe 1171, Savassi, vai estar de portas, quadros, grafites, abertos ao público!

Perde não que coisa boa tem que ser prestigiada!